“É injusto. Cardiologistas são heróis quando dão choque no peito, nós somos carrascos porque damos choque no cérebro”. A frase do psiquiatra Moacyr Rosa, pesquisador da Universidade Duke, ilustra a polêmica em torno da eletroconvulsoterapia.
Ontem fui ao meu psiquiatra e conversamos sobre o tratamento que estou fazendo desde 2007 e que desde 2011 não tem me deixado em equilíbrio. Estou experimentando um longo período de depressão bipolar e garanto, é muito ruim, o sofrimento é intendo e o comprometimento da vida produtiva é total. Não consigo ler e nem mesmo fazer atividades antes prazerosas.
Voltando à consulta, mantivemos minha licença do trabalho, agora por 90 dias, e falamos sobre a possibilidade de me submeter a sessões de eletroconvulsoterapia ou a conhecida terapia de eletrochoque. Embora isso pareça extremo e motivo de frustração, para mim não é. Senti muito alívio em saber que ainda há uma possibilidade de voltar a ter a vida que tive, produtiva e feliz.
Estou lendo alguns sites de clínicas especializadas e de grupos de apoio para portadores de transtornos psiquiátricos. Também estou assistindo vídeos com depoimentos de pacientes submetidos ao tratamento e de familiares, que contam os resultados percebidos depois do tratamento. Também quero adquirir alguns livros específicos sobre o assunto.
A maior barreira que tenho hoje em relação ao tratamento não é coragem para tomar a decisão, embora uma alergia séria possa inviabilizar as sucessivas anestesias devido ao perigo de choque anafilático. Preocupante. O empecilho é o preço das sessões. Em Brasília não fazem o procedimento e resta-me a opção de ir à Goiânia, São Paulo, ou outra Capital que tenha clínicas que oferecem o tratamento particular.
No próximo post sobre o assunto abordarei os conhecimentos e esclarecimentos que conseguir sobre o tratamento. Prometo.